Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Quando um não quer...


Para quem ainda acredita que existam divergências ideológicas entre o PT e o PSDB, e não se convenceu de que a única coisa que ainda os mantém afastados na disputa presidencial é a falta de um concorrente que chegue efetivamente com "chances de vencer" - nesse processo eleitoral brasileiro cada vez mais entregue à balela das pesquisas -, aí vai essa notícia que recebi:


Aliança PT e PSDB está em mais de mil cidades do País

Ter, 22 Jul, 08h37

Maiores rivais na disputa pelo poder político nacional, PT e PSDB não serão tão adversários nas próximas eleições municipais. Levantamento preliminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que tucanos e petistas estarão juntos formalmente em mais de mil coligações espalhadas por todo o País. Esse número de alianças deverá subir, já que o processamento de informações sobre o registro das candidaturas ainda está sendo concluído.
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Até agora, foram contabilizadas alianças em 1.130 cidades. Isso equivale a 20,3% do total dos 5.565 municípios existentes no Brasil. Algo como uma coligação entre tucanos e petistas a cada cinco cidades. A constância nessa parceria acabou se revelando como uma das maiores surpresas da próxima eleição, uma vez que PT e PSDB têm polarizado as disputas pela sucessão presidencial desde 1994.

Naquele ano, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso ganhou no primeiro turno do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Repetiu a dose em 1998. Quatro anos depois, o PT chegou ao poder, com Lula batendo o tucano José Serra e quatro anos depois se reelegendo ao superar Geraldo Alckmin, também do PSDB. Tudo indica que PT e PSDB devem continuar polarizando na próxima corrida presidencial, de 2010. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Procure alguém diferente para as próximas eleições, para não ficar reclamando depois...


3 comentários:

ubbalda disse...

oláá! revisão de valores, ué.Interesse publico.estou brincando.bjins!

Danitza disse...

Falta pouco para os moldes - Democratas e Republicanos?
Marcelo, vou dizer uma verdade: política partidária como a nossa só me dá preguiça.
Tenho uma birra particular com o nosso mocinho de novela Aécinho.
Tenho preocupações com o formato que o nosso Lulinha aceitou, principalmente na área da cultura.
As regras das siglas do mundo do capital me enlouquecem e sendo pessimista quando o assunto é eleição - acho que com ou sem as alianças nada mudará.
Como diria a minha avó: "É de uma pouca vergonha tudo isso."
O que faço? Acredito em ações paralelas que causam transformações, mas nunca na história individualista de que - faça para o seu mundinho que o mundão mudará.

Ps.: E se não escrevi coisa com coisa, perdöe-me e corrija-me... Ando meio desalinhada.

Beijos

Marcelo Henrique Marques de Souza disse...

Oi, Ubbalda: e a palavra "revisão" me deu um insight: re-visão; de novo a mesma visão. No fundo, sempre foram farinha do mesmo caso...
Beijão

Karla: também acho que falta bem pouco.. E concordo com você em tudo que dizes. As ações paralelas são fundamentais, porque o Estado é hoje, inimigo do "interesse público" que a Ubbalda cita.
Só me pego, às vezes, pensando em alguns elementos dessas ações, como, por exemplo, as Ongs estrangeiras da Amazônia... a política partidária é, ainda, talvez, uma necrofilia necessária..
Beijão, menina