quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Havia rapazes alegres no Egito antigo?


Ontem, assisti a uma entrevista de uma egiptóloga, no programa do gordalhão da rede bobo. E além da erudição da moça, um dado em especial me chamou a atenção.

Em determinado momento, o gordo não resistiu e perguntou se havia alguma referência ao homossexualismo nos hieroglifos egípcios. A resposta da cientista, que, se não me engano, se chama Flávia, foi taxativa: "Não!".

Pouco antes, ela havia colocado que os escritos do povo egípcio contavam uma longa história política, religiosa, artística e cultural, sobre um povo que durou nada menos que 3 mil anos. Isso põe por terra determinados argumentos - sem dúvida banais - que defendem a ideia de que o homossexualismo sempre existiu, em todos os povos. Não é bem assim.

Isso não significa dizer que os homossexuais sejam seres inferiores. Jamais. Significa dizer, sim, que o homossexualismo é cultural, tem datação no tempo. Assim como o heterossexualismo, que hoje em dia parece estar em crise profunda, especialmente no nível do comportamento (quando falo em sexualidade, não é apenas pensando no ato propriamente dito, mas em toda a parafernália comportamental que o exercício da diferença implica).

Enfim.. nem Ramsés, nem Akhenaton eram boiolas... E, ao que parece, o tema era pré-histórico nos egípcios...

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