"As Faces da Guerra"
(Salvador Dali, 1940)
Os olhos regem
as maiores ilusões,mas também
as maiores conquistas
Não falo, óbvio,
do que se pode pegar-ver
Falo do poeta que,
descrente do olho,
põe-se a nadar
no delírio
O mundo é muito
a vida é tanta
e nada resume
o infinito que apita,
trem de vertigens
que assalta a alma
Pobre daquele
que entende um poema:
perdeu a luta
para os olhos,
mesmo que temp
orária
mente.
O olho,
para quem r
e[x]iste,
não passa
de um flerte que
engana
esgana
exgana
ex
gana
Não há ambição
para o poeta.
Há de
lírio
o que de
lírico possa
ha
ver




2 comentários:
Essas suas jogadas linguísticas lacanianas enriquecem muito o poema! Demais Marcelo!
Valeu, Thiago. O Lacan é realmente uma das minhas fontes de ins-piração. Acertou na mosca.
Abração!
Postar um comentário